Ela disse em reportagem que o seu vício teve início na infância quando ela experimentou areia em uma aposta aos 10 anos.
A senhora Sudama, alega comer até quatro tigelas de terra todos os dias e diz que não pode imaginar a sua vida sem a sua “apetitosa” areia.
O fato é que apesar de parecer bizarro e nada saudável, uma pesquisa que gera hipóteses sobre nossos hábitos higiênicos, revelou que comer terra faz bem para você.
Na verdade, aquelas “milhares de bactérias, vírus e vermes que adentram seu corpo ajudam a desenvolver um sistema imunológico super saudável”, diz o New York Times.
Em alguns países essa prática conhecida como geofagia (que é o ato de comer terra) é bem antiga, e mesmo hoje em dia, em algumas culturas, é comum encontrar diversos tipos de terra ou argila vendidos em mercados de comida. São pequenos pacotinhos, prontos pra te deixar de boca cheia.
Mesmo com esse hábito aparentemente “maluco”, Sudama teve dez filhos, dos quais apenas quatro estão vivos. Segundo ela, nenhum deles compartilhava o gosto pela areia – com cafezinho, talvez?
Existem duas hipóteses que tentam explicar a ingestão de terra. Uma delas sugere que ela seria uma fonte multivitamínica, contendo diversos sais minerais incluindo cálcio, ferro e zinco. Essa idéia recebeu apoio após a constatação de que o tipo de terra consumido em diversas regiões onde a geofagia é comum possui minerais suficientes para suplementar uma eventual dieta não-balanceada.
No entanto, dados sobre a quantidade de minérios nas amostras de terra não levam em consideração o que se passa no bolo alimentar, dentro do organismo. Ao contrário, quando a terra se mistura a sucos gástricos intestinais, em condições que simulam o ambiente do estômago, os sais minerais não são eliminados, mas se mantêm ligados à terra, que inclusive atrai minerais do meio.
Se isso for verdade, é possível que ingerir terra cause má nutrição e não auxilie na dieta. Em apoio a essa idéia, existe um experimento feito com uma população iraniana que consome terra diariamente e que tem a maturação sexual retardada.






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