Em maio de 2015, o geoecologista Steffen Zuther e sua equipe embarcou rumo ao Cazaquistão, onde planejavam monitorar uma manada de antílopes. Mais especificamente, da espécie saiga, que faz parte da lista de animais ameaçados de extinção da União Internacional da Conservação da Natureza.
No entanto, ao chegar na área, veterinários locais afirmaram que havia centenas de antílopes saiga mortos. Quatro dias depois, as centenas haviam se transformado em 60 mil. Após duas semanas, o número chegou a 134 mil.
Manadas de antílopes saiga podem ser encontradas no Cazaquistão, na Rússia e na Mongólia. Os grupos se reúnem durante o inverno e migram para outras áreas no outono. É no fim da primavera e no começo do verão, período em que as fêmeas costumam parir seus filhotes, em que as mortes em massa acontecem.
A partir de observações, os cientistas perceberam que as fêmeas que se agrupam para dar à luz, bem como os filhotes destas, são os primeiros a morrer. Os pesquisadores começaram então a suspeitar que o culpado pelo adoecimento dos animais possivelmente era transmitido por meio do leite das mães antílopes saiga.
Após realizar testes nos tecidos dos animais, os cientistas descobriram que toxinas produzidas por uma bactéria — ainda não definida — estavam causando sangramentos internos nos órgãos dos membros das manadas. Logo, o mistério permanece. “Não tem nada demais nessa bactéria. A questão é descobrir o motivo de ela ter se desenvolvido tão rapidamente a ponto de ser transmitida para tantos animais”, afirma Zuther.





0 comentários:
Postar um comentário