Márcia Souza Rodovalho, de 21 anos que nasceu com hidrocefalia crônica
O médico observou que a cabeça do estudante era um pouco maior que o normal e realizou um exame de imagem cerebral. Ao ver os resultados, ele teve uma grande surpresa: esse aluno, que estava prestes a se formar em matemática, apresentava um sério quadro de hidrocefalia (acúmulo de água no cérebro).
O caso do estudante de matemática foi citado por Roger Lewin: "Um dos alunos que estuda nesta universidade (...) tem uma vida social normal. Mas não tem cérebro, literalmente falando... Quando foi submetido a um exame, verificamos que, em vez de um cérebro normal de espessura de 4,5 centímetros entre os ventrículos e a superfície cortical, havia apenas uma fina camada de tecido de pouco mais de um milímetro de espessura. Seu crânio é preenchido apenas com fluido cerebrospinal.”
Vale ressaltar que há muitos céticos em relação ao caso do estudante de matemática. Alguns alegam que Lorber teria interpretado erroneamente os exames. Além disso, um estudo sobre o caso jamais foi publicado por ele em revistas especializadas.
Atualmente, um outro caso foi relato em Goiás. Uma garota que nasceu com hidrocefalia passou na universidade para o curso de Letras na cota de estudantes com deficiência. Ela nasceu em 1992 com 80% do cérebro comprometido e havia uma chance de apenas 10% de sobrevivência. Após cirurgias e uso de duas válvulas para drenar o líquido, ela segue uma vida normal.
Uma teoria que tenta responder esses mistérios sobre o cérebro explica que há uma grande redundância nas suas funções, e uma pequena quantidade de matéria cerebral pode substituir as atividades dos hemisférios faltantes. Outra explica que usamos apenas 10% do cérebro. De qualquer modo, as respostas não são certas nem unânimes no âmbito científico. A descoberta de Lorber abre as portas para todo o tipo de hipóteses, como as que desvinculam a memória do cérebro, e mergulha nos recantos mais obscuros da enigmática inteligência humana.




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